Iniciativa do Atendimento Educacional Especializado (AEE) transforma o aprendizado sobre ancestralidade em uma exposição viva inspirada na árvore do Baobá.
Promover o acesso ao conhecimento com igualdade de oportunidades e respeitar o ritmo e as necessidades de cada estudante. Foi com esse objetivo que a EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento desenvolveu o projeto “Raízes da Inclusão: Cultura, Ancestralidade e Equidade no AEE”, voltado aos alunos público-alvo da Educação Especial dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental.
A iniciativa nasceu da necessidade de assegurar a esses estudantes um contato aprofundado e significativo com a cultura afro-brasileira e africana. Em vez de reduzir os conteúdos pedagógicos, a equipe do Atendimento Educacional Especializado (AEE) diversificou as estratégias de ensino, incorporando recursos táteis, visuais, sensoriais e materiais reutilizáveis para superar as barreiras de aprendizagem.
Cultura, arte e recursos adaptados
Durante as atividades, os alunos exploraram referências africanas, discutiram a diversidade de tons de pele e criaram bonecos e porta-retratos utilizando papelão, tecidos e tintas no ateliê “Raízes que Florescem”. Para garantir a participação de todos, as propostas contaram com apoio visual, ampliação de contrastes e mediação por etapas.
O trabalho também valorizou a história de cada estudante. As famílias foram convidadas a compartilhar fotografias e memórias familiares, fortalecendo a relação entre a identidade individual, a ancestralidade e o ambiente escolar.
Comunidade unida e compromisso com a sustentabilidade
O projeto mobilizou toda a comunidade da EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento. Além dos professores e gestores, os profissionais da limpeza e as famílias atuaram diretamente na doação de materiais, organização e registro das ações.
A prática dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU — incluindo a Educação de Qualidade (ODS 4), a Redução das Desigualdades (ODS 10) e o Consumo Responsável (ODS 12), demonstrando como a reciclagem de materiais pode andar de mãos dadas com o aprendizado artístico e cultural.
Um Baobá que continua crescendo
Todas as produções dos estudantes foram reunidas para dar vida a um grande Baobá — a “Árvore da Vida” —, instalado na escola como símbolo de raízes, memória e pertencimento. A estrutura não é apenas uma mostra estática: trata-se de uma exposição viva que continuará recebendo novas criações, como poesias e trabalhos dos anos finais, ao longo de todo o ano letivo.
Os resultados já são visíveis na maior autonomia, envolvimento e confiança demonstrados pelos alunos. Ao provar que a inclusão se faz diversificando os caminhos de acesso ao conhecimento — e não diminuindo o seu valor —, o projeto reforça o direito de cada criança de aprender, criar e se reconhecer como protagonista de sua própria história.






