Educação inclusiva amplia participação e autonomia de criança na Educação Infantil

Experiência desenvolvida no Maternal II C da Escola Municipal Regina Celi Rudge Perotti mostra como estratégias pedagógicas e mediações podem favorecer a aprendizagem, a interação e a autonomia das crianças

A inclusão na Educação Infantil ganha significado quando todas as crianças encontram condições para participar efetivamente das experiências propostas no cotidiano escolar. Foi a partir dessa perspectiva que a equipe da Escola Municipal Regina Celi Rudge Perotti, sob a direção de Cristiane Tavares Sampaulo e com a professora regente Roseli da Silva Martins, desenvolveu uma experiência de Educação Especial e Inclusiva com a turma do Maternal II C.

A proposta surgiu a partir da observação das necessidades e potencialidades de Clara, de 3 anos, com o objetivo de ampliar sua participação nas diferentes vivências oferecidas à turma. Para isso, foram planejadas estratégias pedagógicas, adaptações e mediações que respeitassem seu ritmo e favorecessem sua aprendizagem, interação, expressão e autonomia.

Ao longo da experiência, Clara participou de diferentes propostas realizadas no cotidiano escolar, sempre buscando garantir sua permanência e participação junto aos colegas. Foram utilizados recursos concretos, visuais e lúdicos, além de atividades práticas e mediações individualizadas quando necessárias.

Entre as experiências realizadas estiveram atividades com formas geométricas, exploração das letras do próprio nome, pintura, desenho, brincadeiras no parque, exploração da terra e atividades culturais, incluindo os ensaios para a Festa Junina. As propostas foram organizadas de maneira que a criança pudesse vivenciar as mesmas experiências do grupo, contando com apoio e incentivo da professora.

O acompanhamento aconteceu por meio da observação cotidiana, de registros pedagógicos e de fotografias. Esses instrumentos permitiram à professora identificar avanços e compreender quais estratégias contribuíam de maneira mais significativa para a participação da criança.

Os resultados observados durante o desenvolvimento da experiência demonstraram avanços importantes. Clara passou a apresentar maior concentração e permanência nas atividades, além de demonstrar mais interesse na exploração dos materiais e na realização das propostas.

Também foram percebidas mudanças positivas na interação com os colegas. A criança passou a participar com maior envolvimento de brincadeiras e atividades coletivas, ampliando sua presença em diferentes momentos da rotina escolar, como experiências pedagógicas, artísticas, atividades ao ar livre e apresentações culturais.

As adaptações e mediações contribuíram ainda para que Clara encontrasse diferentes formas de participar e se expressar, respeitando suas características e seu ritmo de aprendizagem.

A experiência desenvolvida no Maternal II C reforça que a Educação Inclusiva não se limita à presença da criança na escola. Ela se concretiza quando são criadas condições efetivas para que cada criança participe, interaja, aprenda e se desenvolva junto ao grupo.

O trabalho realizado mostrou que estratégias diferenciadas, mediação pedagógica e um ambiente acolhedor podem favorecer avanços na concentração, participação, interação e autonomia.

Mais do que adaptar atividades, a experiência evidencia a importância de olhar para as potencialidades de cada criança e criar oportunidades para que ela esteja envolvida nas experiências coletivas. Dessa forma, a escola reafirma seu compromisso com uma prática pedagógica que valoriza a diversidade e compreende as diferenças como parte fundamental do processo educativo.

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