Educação Especial promove identidade, diversidade e representatividade por meio do PNEERQ

Projeto desenvolvido em Guararema utiliza literatura, arte, música e movimento para valorizar histórias, culturas e identidades de crianças com deficiência

Falar sobre identidade, diversidade e representatividade também é construir uma educação mais inclusiva. Com esse propósito, a Escola Municipal de Educação Complementar Adibe Sayar Daher desenvolve, desde junho de 2025, a experiência “PNEERQ na Educação Especial: Identidade, Diversidade e Representatividade”, que reúne literatura, arte, música, movimento e atividades sensoriais para promover a valorização da diversidade étnico-racial.

A proposta está alinhada à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ) e busca fortalecer uma educação antirracista, inclusiva e comprometida com a valorização das diferentes identidades e culturas.

As atividades foram planejadas considerando as diferentes possibilidades de aprendizagem e expressão dos estudantes. Rodas de conversa, leituras, músicas, movimentos, produções artísticas e experiências sensoriais foram utilizadas para abordar temas como identidade, ancestralidade, representatividade e pertencimento.

Entre as obras trabalhadas estão “Amoras”, “O cabelo de Lelê” e “Da cor que eu sou”, utilizadas como ponto de partida para ampliar os diálogos sobre identidade e diversidade.

As crianças também participaram de atividades inspiradas nas culturas africana e indígena, produzindo mandalas, máscaras, pinturas e trabalhos relacionados às bandeiras africanas, além de propostas como “Flores que Revelam Quem Sou” e “Meus Cachos Contam Minha História”.

A experiência incluiu ainda música, capoeira, dança afro e a construção e exploração de elementos culturais, como o xequerê e a boneca Abayomi. A cultura indígena foi abordada por meio de contos e da apreciação de diferentes elementos culturais.

As atividades foram mediadas e adaptadas de acordo com as características e possibilidades de cada estudante. Ao longo do projeto, as produções foram registradas e reunidas para compor uma exposição, tornando visível o percurso de aprendizagem construído pelas crianças.

Segundo o relato da experiência, as propostas favoreceram reflexões sobre o respeito às diferenças, o reconhecimento de si e do outro e a valorização das histórias e culturas africana e indígena. Os estudantes puderam expressar suas percepções por meio de desenhos, pinturas, colagens, música, movimento e atividades sensoriais.

A exposição dos trabalhos constituiu a culminância do projeto e possibilitou que a comunidade escolar conhecesse as experiências e reconhecesse o protagonismo dos estudantes.

A iniciativa reforça que o trabalho com as relações étnico-raciais pode ser desenvolvido de maneira acessível e integrada na Educação Especial, criando oportunidades para que crianças com deficiência expressem suas identidades e vivenciem diferentes manifestações culturais.

A experiência reafirma a importância de ações contínuas voltadas à educação para as relações étnico-raciais e à construção de uma escola que valorize todas as identidades, histórias e culturas.

Share:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *